quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Brechas Morais


“Aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica é comparado a um homem insensato...” Mateus, 7:26 
A tragédia, que você viu consumar-se, resulta de uma longa história pelo caminho por onde transitou.
  Pequenos acontecimentos infelizes se adensaram, culminando no crime hediondo e ultriz. 
  A agressão odiosa que você viu explodir, inesperada, teve começo em dias do pretérito. Adicionadas diminutas revoltas a contínuas odiosidades, espocou em forma inditosa de destruição. 
  A calúnia, que você viu conduzir à desonra uma vida honorável, não é acontecimento isolado. É a conseqüência das mentiras elaboradas com o fim de anularem outras mentiras menores que estimularam a infâmia nefasta. 
  A delinqüência, que você viu armar vidas precipitadas em ondas incessantes de crimes, não é ocasional. Decorre da conivência de pais e educadores descuidados, que não corrigiram em tempo hábil as imperfeições dos caracteres em formação, a eles confiados. 
  A violência, que você viu fomentar o desespero e esparzir o horror, procede de mil nonadas da revolta bem acondicionada pela insensatez. Em momentos de ira se infiltraram na mente os tóxicos da perturbação que forçaram a delinqüir. 
São as brechas morais que favorecem a eclosão das graves e lamentáveis ocorrências.
O suicida, que se arrojou em infeliz situação, simplesmente consumou o que vinha acalentando, intimamente, através do tempo.
O homicida, que roubou uma ou mais vidas, tão-somente concretizou o que agasalhava no imo, sempre que provocado, atitudes que não podia controlar.
O usurpador dos bens alheios apenas assumiu a posição que se atribuía direitos, dilapidando o patrimônio de outrem graças à permissividade que se concedeu na própria incúria.
  A obsessão, que obliterou a razão, é ato culminativo das idéias infelizes agasalhadas, dos pensamentos inditosos aceitos, transformados em hipnose produzida por mentes desencarnadas impiedosas, que destroçam os implementos pelos quais se manifestam a lucidez intelectual, o discernimento.
As brechas morais para os pequenos vícios sociais, as mentiras inocentes, as justificativas aos abusos abrem as portas para as nefárias realizações.
Inocente e pequena fagulha pode produzir incêndios vorazes.
Insignificante vazamento num dique pode levar à destruição da monumental construção da represa.
  Não se permita brechas morais negativas. 
O servidor do bem é íntegro, leal, atuante e nobre em todos os momentos, atestando sempre a excelência dos postulados que o elevam e sustentam.

Pelo Espírito de: Espírito de: Marco Prisco

Psicografia de: FRANCO, Divaldo P. Momentos de Decisão. Salvador, BA: Leal, 1980

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

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