sábado, 4 de setembro de 2010

Requisitos para o Médium Seguro


A fim de colimar êxito no empreendimento das comunicações espirituais inteligentes, deve o médium que se candidata ao ministério socorrista preencher, no mínimo, as seguintes condições:

Equilíbrio – Sem uma perfeita harmonia entre a mente e as emoções, dificilmente conseguem, os filtros psíquicos, coar a mensagem que provém do Mundo Maior.

Conduta – Não fundamentada a vida em uma conduta de austeridades morais, só mui raramente logra, o intermediário dos Espíritos, uma sintonia com os Mentores Elevados.

Concentração – Após aprender a técnica de isolar-se do mundo externo para ouvir interiormente, e sentir a mensagem que flui através das suas faculdades mediúnicas, poderá conseguir, o trabalhador honesto, registrá-la com fidelidade.

Oração – Não exercitando o cultivo da prece como clima de serenidade interior, ser-lhe-á difícil abandonar o círculo vicioso das comunicações vulgares, para ascender e alcançar uma perfeita identificação com os Instrutores da Vida Melhor.

Disposição – Não se afeiçoando à valorização do serviço em plena sintonia com o ideal espírita, compreensivelmente, torna-se improvável a colheita de resultados satisfatórios no intercâmbio medianímico.

Humildade – Escasseando o autoconhecimento, bem poucas possibilidades o médium disporá para uma completa assimilação do ditado espiritual, porquanto, nos temperamentos rebeldes e irascíveis a supremacia da vontade do próprio instrumento anula a interferência das mentes nobres desencarnadas.

Amor – Não estando o Espírito encarnado aclimatado à compreensão dos deveres fraternos em nome do amor que desculpa, do amor que ajuda, do amor que perdoa, do amor que edifica, torna-se, invariavelmente, medianeiro de Entidades perniciosas com as quais se compraz afinar.

O ministério do intercâmbio mediúnico é, sobretudo, um labor de auto-burilamento, no qual o encarnado mais se beneficia.

Quem não pretende domar-se, não consegue ajudar os que se debatem na indocilidade, sob as vergastadas da frustração e do equilíbrio.

Aquele que se recusa ascender por esta ou aquela razão, na teimosia das paixões em que se demora, sincroniza mentalmente com os Espíritos rebelados que o martirizam, e cuja companhia se lhe torna habitual.

Mediunidade é faculdade psíquica que se pode considerar meio, instrumento, ponte que faculta o intercâmbio entre duas situações vibratórias.

Aquele que não prepara este meio convenientemente, jamais logra sair de si mesmo, tão vencido se encontra pela predominância da personalidade em desalinho.

Ofertemos as nossas disposições a Jesus Cristo, o Amigo Operante, que soube transformar-se no excelente Médium de Deus, deixando que a suprema vontade do Pai se lhe fizesse a própria vontade, até o momento do holocausto por amor a todos nós.

Se não formos capazes de manter o nosso concurso mediúnico em forma de testemunho de amor pelo nosso próximo, na esfera física, não teremos condição de abrir a alma em flor ao sol da misericórdia divina, em benefício dos nossos irmãos infelizes do Mundo Espiritual, que esperam por nós.

Pelo Espírito de: João Cléofas

Psicografado por: Divaldo Pereira Franco

Livro: Intercâmbio Mediúnico - Salvador, BA: LEAL, 1986, cap. 12

Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan kardec

Um comentário:

Ademário disse...

Médium
***
O vaso que se descuida do seu conteúdo
Cultiva em tons mudos
Os vermes que lhe dilapidam o interior
É como importante piano no plano da surdez
Por que esquecido por mãos habilidosas
É jóia ociosa na casa da ostentação
Se enche de verniz e lisura
Na clausura da própria emoção
É mesmo como promitente jardim ricamente semeado
Que não atendendo os motivos da lei natural
Recebe ervas daninha e seus recados
No estrado da ilusão
Médium é ferramenta de utilidades e letras
Nas retretas da obrigação
O trabalho lhe é um conserto
Acerto de renovação
O estudo lhe é compromisso
Á serviço da oração
A oração se lhe faz canção
Em pautas de renovada emoção
Mediunidade é trabalho de incita intimidade
Onde pensamentos e sentimentos
Cruzam os céus da mesma liberdade
Aquele que vai para o trabalho
Recebe o amparo de lúcidas entidades
Aquele que prefere o ócio
Recebe o título de sócio da instabilidade
Estreita porta que a luz oportuniza
A mediunidade é brisa em nossos escaldantes desertos
Mão que ampara, mas, que obriga educação
Trabalho, estudo e atitude
Com amplitude de renovação!
***
Ademário da Silva *** 08/setembro/2010