quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Livre-Arbítrio e Lei de Causa e Efeito

Governador Espiritual da Terra

Desde os primeiros momentos do cristianismo oficial, a figura ímpar do meigo Rabi da Galiléia vem sendo confundida com o próprio Deus.

Baseado em errôneas interpretações dos textos evangélicos, muito se tem discutido sobre o tema. Jesus é sem sombra de dúvida a personalidade mais biografada de todos os tempos, e a Bíblia, onde no Velho Testamento é previsto a sua vinda e no Novo temos ensinada a sua Moral, é o livro mais vendido de toda a história editorial.

Coube ao Espiritismo as elucidações necessárias sobre a personalidade augusta do Mestre e mostrar a quem possa interessar que Jesus não é Deus, mas um Espírito criado simples e ignorante, e como todos os demais, foi submetido a uma inevitável marcha de evolução e, de acordo com grau de maturidade intelectual e moral que alcançou, faz parte da Comunidade de Espíritos Puros que auxiliam o Criador a manter a harmonia e a ordem no Universo.

O Espírito Emmanuel, algum tempo depois da Codificação Espírita, nos informa que Jesus é o Governador Espiritual da Terra. Assim nos descreve ele em seu livro “A Caminho da Luz”:

Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias

Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.[1]

Notamos que esta afirmativa de Emmanuel, nos esclarece acerca das informações anotadas pelo evangelista João, nos primeiros movimentos de seu livro:

No princípio era o Verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (João, 1: 1 a 3)

Não podemos entender este “princípio”, como o início do mundo, porque não é dado a nós saber sobre isto, até porque, aprendemos com a Doutrina Espírita que Deus é eterno, isto é, não teve princípio nem terá fim. O “princípio” aqui, quer dizer do nosso Orbe, e nele conforme mostra Emmanuel, Jesus estava no princípio com Deus, e sem Ele, nada do que foi feito se fez.

Como Governador Espiritual da Terra, Jesus diligencia recursos. Ainda antes da fundação do mundo, trabalhou, por intermédio de seus cooperadores na intimidade dos elementos químicos na estruturação geológica do globo; após a cessação das convulsões que levaram à acomodação das energias encadeadas, atua com seus prepostos no grande laboratório de experiências biológicas na fixação das normas adequadas ao mundo que se delineava; supervisiona o trabalho laborioso de ajustamento dos mamíferos superiores às linhas psíquicas e morfológicas do homem na terra, agindo em implementos celulares de que redundou o aparecimento de tipos diversos, catalogados hoje como parapitecos, propliopitecos, (...) ascendentes da humanidade que hoje pisa orgulhosamente o solo do planeta.[2]

Portanto, Jesus é um dos agentes diretos de Deus. Esses Espíritos que se fizeram puros são as inteligências que animam, santificam e presidem à formação dos universos, das galáxias etc.

Os grandes missionários ligados aos povos antigos e as diversas raças estiveram e estão a serviço do Cristo, todos os profetas de que a Bíblia faz menção foram médiuns predestinados a servirem ao pensamento Dele. É assim que os Provérbios, os Salmos, o Pentateuco Mosaico, o Eclesiastes e também os livros de Confúcio, o livro dos Vedas, as filosofias de Buda, Sócrates e outros são incontestavelmente inspiradas pelo Divino Mestre.

E tanto era Jesus quem dirigia os povos de todos os tempos, que Ele mesmo nos disse:

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mateus, 23: 37)

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

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