sábado, 19 de maio de 2012

Da Perfeição Moral


A perfeição é a grande meta do Espírito.

Vimos anteriormente que passa ele por várias etapas evolutivas objetivando sempre o progresso, no afã de conquistar este estado que chamamos de perfeição.

Mas qual é a característica do homem que já atingiu este estado?

Allan Kardec, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, diz que o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade (...),29 e que, quando consulta sua consciência sobre seus atos, vê que fez todo o bem possível, que não se perdeu na ociosidade e que ninguém tem nada a queixar-se dele.

Tem fé em Deus, na vida futura, possuindo em si de uma maneira desenvolvida o sentimento de amor e caridade e sabe que todas as vicissitudes que enfrenta têm um valor significativo na economia da vida, passando-as por isso com resignação.

Enumera o Codificador vários outros valores que dignificam o caráter deste homem, mas deixando claro que muitos outros ele ainda os tem.

Mas como atingir este estado?

Dizem os Espíritos que a prática da virtude em detrimentos dos nossos vícios, é sem dúvida a forma mais rápida de chegarmos lá.

Alertam ainda na questão 894, de “O Livro dos Espíritos”, que há virtude sempre que resistimos ao arrastamento de nossos maus pendores, e continuam: A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade. (grifo nosso)

E na questão 895 da obra citada, afirmam que a maior característica da imperfeição é o interesse pessoal.

Raciocinando sob estas valiosas informações, temos então que o personalismo é causa atuante da imperfeição, e se quisermos progredir moralmente, temos que bani-lo do nosso convívio.

A respeito das paixões, ainda são os Espíritos que informam que, quanto ao princípio que lhes dá origem, não é maléfica, o abuso que delas se faz é que causa o mal. Visto assim, deduzimos com o Codificador que, quando dominamos a paixão, ela é útil, quando somos dominados por ela, caímos em excesso e geramos o mal.

Sobre os vícios, o próprio Codificador é quem pergunta: Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical? E os Espíritos respondem: Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal.

Mas como vencê-lo? Sabemos que esta é das uma tarefa mais difíceis, visto ele estar enraizado em nosso psiquismo, mas nos alertam os maiores da espiritualidade que ele é sempre maior quanto maior for a influência das coisas materiais sobre nós, e como consequência a melhor maneira de vencê-lo é o desprendimento dos bens do mundo.

E respondendo ainda àquela pergunta de como atingirmos o estado da perfeição, Santo Agostinho nos faz lembrar a famosa frase de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo,a que nós completamos com a de Jesus:

Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará. (João, 8: 32)

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho

Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997

Site: www.autoresespiritasclassicos.com

Livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Pág. 284

O Livro dos Espíritos - Questão 907, 913 e 919

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