sábado, 26 de maio de 2012

Depressão


A depressão, nos dias atuais, é considerada a “doença do século” que aflige em torno de 10% de encarnados e desencarnados. Outras estatísticas revelam que em 15% das criaturas, em um momento qualquer de suas vidas, poderá desabrochar esta patologia importante e limitante.

Atinge a todos indistintamente, afetando tanto a crianças e adolescentes, como a seres maduros e idosos. Não poupa nenhuma classe social e atinge tanto a intelectuais como a iletrados. As crianças de tenra idade, com depressão, seriam aquelas que trazem os conteúdos depressivos de existência pretérita, influência espiritual obsessiva e quadros nostálgicos da pátria espiritual que abandonaram por força da necessidade reencarnatória.

A depressão é um desarranjo da afetividade ou do humor. A afetividade é a capacidade de valorizarmos tudo que vivemos; logo, esta patologia promove uma alteração psíquica global na maneira de se valorizar a vida, ou seja, não se manifesta somente quando algo de ruim acontece, mas, sobretudo, quando a criatura representa sua vida de maneira negativa.

A Ciência Materialista acredita que a depressão nem sempre está ligada aos acontecimentos concretos (depressão exógena), e, sim, às razões bioquímicas e biológicas do corpo material (depressão endógena). A Ciência se sedimenta aos efeitos e não às causas, que são indubitavelmente espirituais. Em verdade, a gênese da depressão encontra-se no Espírito imortal. Destarte, senão agasalharmos esta ideia, estaremos perdidos em explicações evasivas, sem penetração na essência deste quadro, que arroja o calceta no mar revolto da amargura, acolitado pelos compares que gravitam na mesma faixa vibratória, que alimentam pelo ódio, mágoa, vingança e inveja.

Estudos recentes vêm comprovando a pouca eficácia dos antidepressivos, mormente os de última geração, e, realçando o tratamento psicoterápico e alternativo, primacialmente a terapia transpessoal e espiritual transformadora.

Mestre Jesus exorta-nos à fé propulsora asseverando: “Tua fé te salvou”, acenando a um caminho de esperança, convicção, confiança e ânimo. Também nos convida a um estado antidepressivo ao afirmar: “Tende bom ânimo”. Desta forma, o quadro sintomatológico da depressão se caracteriza principalmente pelas seguintes queixas: desânimo ou desmotivação, desinteresse, falta de prazer ou anedonia, e falta de energia ou anergia. A título de observação, nota-se que a tristeza, muitas vezes mal interpretada como sintoma da doença, não se enquadra como uma queixa pertencente à enfermidade. Pode-se encontrar depressão normalmente sem a tristeza. Há também um arsenal de sintomas físicos que podem ou não acompanhar a patologia depressiva, como tê-los unicamente, tipificando o quadro de depressão atípica ou mascarada, revelada pela somatização exclusiva.

A depressão, como qualquer patologia, deve ser analisada sob o enfoque holístico, cujos aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais devem estar interdependentes, sendo abordada transdisciplinarmente. É vedada a desqualificação de qualquer aspecto, sob risco de um fracasso na investidura terapêutica, porquanto a contribuição dos estudos dos neurotransmissores, a faceta psicológica, as questões socioeconômicas e ambientais, as experiências pretéritas de vida passada e o quadro obsessivo espiritual, só facilitam e dinamizam o tratamento e a cura dos enfermos depressivos.

Destaca-se o profícuo trabalho de autoconhecimento, da autoaceitação e da autoconfiança, que auxiliará o sofredor a compreender a sua desdita e transformar-se para alcançar a felicidade tão anelada, que acontecerá desde que o réprobo decida-se a trilhar o caminho estrelado que Jesus sentenciou neste convite sublime e recamado de amor e luz: “Sigam-me e venham a mim todos vós que sofreis, porquanto vos aliviarei”.

Autor: José Henrique Rubin

Revista: Cultura Espírita – Nº 04 – Página: 08 – Julho / 2009

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