terça-feira, 10 de julho de 2012

Encontro com Jesus


MEDO E CORAGEM

Todos sentimos medo. Ele expressa uma sensação comum em todo ser humano: a insegurança. Reconhecê-lo já é um grande passo para neutralizar o poder que ele tem sobre nós. Em sua função natural de nos preservar, essa emoção é fundamental para uma vida equilibrada, porém pode ser exagerada, patológica, produto de nossas fantasias, que não têm como base a realidade.

O medo pode ser ativado por circunstâncias várias, que o tipificam. Existe, por exemplo, o temor planetário, motivado por ocorrências catastróficas, como terremotos, tsunamis, ameaças de alagamento das áreas mais baixas e litorâneas do globo. Há o medo social e econômico, gerado pela falência do sistema financeiro, pelo desemprego. Há o medo local oriundo da insegurança dos que caminham nas ruas, diante da violência. Há, igualmente, os medos pessoais, intrapsíquicos, gerados por nossos traumas desta e de outras vidas. Os medos se somatizam, migrando do psiquismo para o corpo, gerando doenças de vários matizes e estados fóbicos, como a síndrome do pânico, que reclamam terapêutica adequada.

Em várias passagens do Novo Testamento Jesus trabalha em nós a cura do medo doentio e nos esclarece que ao nos unirmos a Ele através das nossas escolhas, das nossas atitudes em consonância com os seus ensinamentos, abrimos campo para Sua ação em nossa vida, nos guiando, protegendo e intuindo. Diz-nos Ele: “não se vendem dois pardais por um tostão?, contudo, nenhum deles cai por terra sem o assentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até vossos cabelos estão todos contados. Não tenhais medo, portanto, valeis mais do que os pardais.” (Lucas, cap. XII, versículo 6 e 7)

Nosso Mestre conduzia-se de acordo com Sua consciência pessoal, integrando-se à Divindade no cumprimento das leis naturais, jamais atendo-se ao fato de alguém vir a criticá-lo por sua atitude. Essa é uma postura ativadora da coragem moral, que não confunde-se com a arrogância dos que se acreditam melhores do que os outros, ou infalíveis. A Doutrina Espírita, com suas reflexões e propostas pedagógicas, é outra fonte de recursos valiosos, que nos auxilia em nosso processo de amadurecimento, de autoconhecimento, abrindo-nos novos horizontes de atuação na vida, pois nos liberta da prisão terrível que os medos patológicos nos impõem.

A raiz latina da palavra coragem (cor, cordis), que significa coração, nos indica que a neutralização do sentimento de insegurança nasce de um potencial intrínseco do ser humano: a coragem. Essa potência pode ser dinamizada por sua força de vontade e perseverança em ações no Bem.

Vamos agora a uma busca interior de paz e coragem: com os olhos da sua mente veja-se como uma criança pequenina no colo de Jesus. Sinta-se acolhida, amada. Com suas mãos pequeninas, pegue as de Jesus e coloque-as em seu tórax. Perceba as mãos de Jesus retirando do seu peito todas as energias de medo, ansiedade, culpa, traumas e sofrimentos. Peça a Ele, com toda a força do seu desejo, que cure você de todos os males e o liberte da prisão que o medo lhe impõe. As energias de paz, segurança, coragem e amor do Cristo penetram em você agora, ativando em seu peito a segurança de quem se reconhece filho de Deus. Não há nada mais a temer. Veja-se totalmente iluminado abraçando Jesus na forma adulta do seu corpo físico. Bem-vindo à vida. Cuide-se bem e seja feliz!

Autor (a): Yasmin Madeira

Revista Cultura Espírita – nº 14 – página: 05 - maio / 2010

ICEB (Instituto de Cultura Espírita do Brasil / Rio de Janeiro)

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