sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Por que Pensamos?



 
A ideia de Deus flui da Sua soberana vontade buscando o nosso entendimento, como sendo a luz da verdade a nos esclarecer, mostrando-nos os valores que temos guardado no mundo sensível que carregamos conosco.  É de entender comum nos meios espiritualistas, que pensamos dentro do pensamento do Criador.  Recebemos o Seu hálito divino e acrescentamos nele o que estamos em condições de plasmar, mostrando para o exterior os nossos sentimentos espiritualistas.

Por que pensamos?  Pensamos na ordem do progresso, e o domínio dos pensamentos nos faculta uma razão, faculdade essa que nos leva a escolhas do que devemos moldar como formas de ideias.

Este século que ora atravessas é, pois, o século da razão mais pura e, dentro deste raciocínio, o ser humano se engana achando que está de posse do domínio completo das forças da natureza, ao acertar em algumas diretrizes que o Senhor lhe concedeu por misericórdia, como seja na ciência, na filosofia e mesmo na religião.  Compadecemo-nos dos doutos que se encontram iludidos, procurando esquecer Deus, tirando-O das suas cogitações científicas.

Jesus, certa feita, disse algo que João anotou no capítulo oito, versículo doze:  Eu Sou a luz do mundo; quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.  O Mestre conhecia a força da luz de Deus nos pensamentos dos homens.  Quem seguir o Senhor não andará em trevas, mas terá a luz da vida.  Não podemos esquecer esse caminho, porque somente ele nos levará à verdadeira felicidade.

Sabes por que pensamos?  Porque o pensamento é a primeira porta pela qual deveremos entrar, no sentido de conhecer tantas outras que haveremos de abrir, e elas são inúmeras.  A sequência deste roteiro é que vai nos dizer a verdade.

O fenômeno do pensamento é a glória do homem.  É como flor da árvore humana, que floriu pelas bênçãos do Soberano Arquiteto do Universo.  A renovação do homem deve começar nos pensamentos.  Neles se encontra a chave de todo o entendimento.  Indo mais adiante, dominemos o verbo; andemos mais e chegaremos à vivência do que pensamos.  A alma pode dizer como Jesus:  Eu Sou a luz do mundo”, quando acender verdadeiramente a luz dentro de si, pelo esforço constante no auto-aperfeiçoamento.  Quem estiver com ela não andará em trevas.  Entretanto, devemos buscar o Cristo, que espera por nós, muito perto da nossa intimidade.  Ele se encontra dentro do coração, paciente, esperando pela decisão da mente.  Não nos fere, não nos maldiz, não odeia, não irrita.

Sabes, meu filho, por que pensas?  É por ordem da vida, porque a tua vida está na vida do Criador.  A energia cósmica desprendida do seio da Majestade Divina chega ás criaturas cândida e sublimada, a receber os nossos sentimentos, aceitando as nossas ideias.  Quais as ideias que devemos gravar nesses fluidos de Deus?  O que ali depositamos são sementes que devem germinar e crescer voltando a nós.  Se somos a luz, essa luz deve ser a nossa vida, e o pensamento, como semente de luz, nunca semeará trevas.  Devemos nos lembrar sempre do Mestre, nos caminhos que percorremos, para que possamos esquecer as trevas.  O pensamento foi-nos facultado como força da nossa libertação; usemo-lo no bem comum, na caridade e no amor, para que a felicidade possa nascer dentro de nós, no centro da consciência, a nos dizer:  Tem, meu filho, a tranquilidade que plantaste”.

Nascendo o Cristo em nós, digamos como Ele fazia aos Seus discípulos:  A paz seja convosco”.

Pelo Espírito:  Miramez
Psicografia de:  João Nunes Maia
Livro:  Força Soberana
5ª Edição 2002 – Editora Espírita Fonte Viva
Páginas:  29 até 33 - Belo Horizonte – 1986

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