terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Introdução ao Novo Testamento


“O Evangelho não é o livro de um povo apenas, mas o Código de Princípios Morais do Universo, adaptável a todas as pátrias, a todas comunidades, a todas as raças e a todas as criaturas, porque representa, acima de tudo, a carta de conduta para a ascensão da consciência à imortalidade.”
(André Luiz – “Mecanismos da Mediunidade”, cap. XXVI.)

A Bíblia

A Bíblia é o texto sagrado do Cristianismo e das religiões que nele tiveram origem; como a Igreja Católica, as que se formaram com o advento da Reforma, entre outras.
A origem da palavra é grega, originado da palavra Bíblia, plural de Biblíon, o qual tem sentido de papel, carta, pequeno livro, coleção de livros.
Divide-se em:
1. Velho Testamento 2. Novo Testamento
  • Leis, profecias, história e sabedoria.
  • 4 Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas, João
  • Atos dos Apóstolos
  • 21 Epístolas: 14 de Paulo, 1 de Tiago, 2 de Pedro, 3 de João e 1 de Judas.
  • Apocalipse ou Revelação.
Os livros que compõem a Bíblia são divididos em capítulos, e estes em versículos.  Os capítulos são textos maiores; os versículos são subdivisões menores, numerados sequencialmente, com o objetivo de facilitar o estudo e a pesquisa nos textos. O número de capítulos e versículos varia de livro para livro. Normalmente a indicação de determinado texto bíblico é feita na seguinte ordem: nome do livro, capítulo e versículo.
Ex.: João, 3:1, expressa: Evangelho de João, capítulo 3, versículo 1.
É comum em algumas versões bíblicas a inserção de referências após o título das passagens, como no exemplo citado abaixo, que se encontra em Lucas, 13: 18 a 21:
Ex.: Parábolas do grão de mostarda e do fermento (Mat., 13: 31 a 33), isto significa que o assunto é repetido neste livro, segundo esta indicação.
São ainda encontrados em outras versões referências mediante a colocação de pequenos números no desenvolvimento da narrativa, que correspondem a números iguais colocados habitualmente ao pé da página, em que consta a indicação de outros livros da Bíblia e respectivos versículos que tratam do assunto.
Ex.: Seja, porém, o vosso falar: (33) Sim, sim; não, não; porque o que passa disso é de procedência maligna. Jesus – Mat.,5:37.
Procurando o número “33” ao pé da página, encontramos: Colossenses, 4:6, que narra o seguinte:
“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como convém a cada um.”
Temos ainda Tiago, 5:12, que nos traz a seguinte narrativa:
“Mas sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento, mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não: para que não caiais em condenação.”
Como vemos, ambas as referências se vinculam ao referido texto de Mateus.

Novo Testamento

Como já vimos, o Novo Testamento é a Segunda parte da Bíblia. É onde encontramos os textos relativos à passagem de Jesus em nosso Orbe. No Novo Testamento é que se fundamenta a Doutrina Cristã. As divergências entre elas é devido às diferentes interpretações do mesmo texto.
O nome mais comumente usado para se referir ao Novo Testamento é Evangelho.  Este termo vem do grego euaggélion, que quer dizer boa nova.
“Boa Nova do Reino de Deus”, é como Jesus denomina sua mensagem ao mundo. Esse termo, como substantivo, ocorre no Novo Testamento com a seguinte frequência:
  • 60 vezes nas epístolas paulinas
  • 08 vezes em Marcos
  • 4 vezes em Mateus
  • 2 vezes nos Atos dos Apóstolos
  • 1 vez na 1a Epístola de Pedro
  • 1 vez no Apocalipse
  • Em Lucas só aparece na forma verbal.
Origem dos Evangelhos

A tradição eclesiástica atribui os evangelhos a Mateus, Marcos, Lucas e João, e diz que eles foram escritos nesta mesma ordem. Há uma hipótese levantada por estudiosos contemporâneos que considera o de Marcos como o texto evangélico primitivo.  Emmanuel, no livro “Paulo e Estevão”, afirma a existência de anotações de autoria de Levi, que não era outro, senão o apóstolo Mateus, já no ano 34 de nossa era. Este fato dá a entender que o texto de Mateus é que é o primeiro, mas esta divergência não altera em nada o conteúdo desta, que é a maior e mais importante obra de todos os tempos.
O Livro Ato dos Apóstolos é de autoria de Lucas; as Epístolas têm cada uma seu próprio autor, conforme já citamos acima, e o Apocalipse é de autoria mediúnica, cujo médium foi o evangelista João.
A língua original em que foi escrito os evangelhos é o grego, exceção ao de Mateus que teria sido escrito em “língua hebraica”, isto é, em aramaico, tendo sido depois traduzido para o grego.
Traduções do Novo Testamento
A primeira tradução dos escritos para a língua portuguesa foi realizada por D. Diniz, rei de Portugal (1279 – 1325). Grande conhecedor do latim clássico e leitor da Vulgata Latina, o rei resolveu traduzir as Sagradas Escrituras para o português. Porém, faltou-lhe perseverança e só conseguiu traduzir os vinte primeiros capítulos de Gênesis.
Hoje, muitas são as traduções para o português, da Bíblia e do Novo Testamento. Quem primeiro traduziu o Velho e o Novo Testamento de forma completa para este idioma, foi o pastor protestante português chamado João Ferreira de Almeida. Após esta surgiram muitas outras, nem todas confiáveis.
Nós particularmente usamos várias quando do estudo do Evangelho. Entre as que podemos recomendar estão as da Bíblia de Jerusalém, que é considerada uma das melhores segundo os estudiosos, por basear-se em manuscritos anteriores ao “Texto Recebido”, e por isso menos deturpados; a de João Ferreira de Almeida (Corrigida e Fiel), que apesar de basear-se no “Texto Recebido” é de certa forma neutra e preserva o sentido geral dos ensinamentos; e a de André Chouraqui por manter “a alma semita” das palavras proferidas por Jesus.
Para finalizar esta breve introdução, gostaríamos de acrescentar que, apesar de todas as adulterações sofridas pelo texto evangélico com o decorrer dos tempos, seu valor moral continuou intacto, atravessando todas as barreiras e nos dirigindo sempre na conquista de dias melhores. “As cruzes mudaram de forma e as suas traves são invisíveis; a fogueira é interior e o circo aumentou as dimensões alcançando todo o planeta”.
É por esta e outras que nosso mentor André Luiz afirma ser o Evangelho código da mais pura moral em todos os mundos do Universo.

Livro:  Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade – Goiânia – GO – 1997
Livros Pesquisados
“O Novo Testamento – Um Enfoque Espírita”, cap. III.
“Paulo e Estevão”, cap. VII.
“A Bíblia de Jerusalém”, Introdução aos Evangelhos Sinóticos.
“Trigo de Deus”, Introdução.

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