sábado, 6 de abril de 2013

Jesus


O Espiritismo aceita Jesus?

Não só aceita, como estuda os seus ensinamentos e tenta colocá-los em prática.  A base moral do Espiritismo é a mesma moral do Cristo.  Consideramos Jesus o nosso Mestre, aquele que nos orienta os passos desde o princípio.

Nossa fé, porém, não é mística, mas racional.  Não O adoramos, porque somente Deus é nosso Pai.  Mas O respeitamos como nosso irmão mais velho, mais sábio e mais bondoso.
Ele é o caminho, a porta pela qual chegaremos até Deus.  Suas lições e seus exemplos são paradigmas que procuramos entender e copiar.

A Boa Nova de dois mil anos atrás continua sendo nova para nós, que ainda não conseguimos alcançar completamente o significado da Palavra Divina transmitida pelo Meigo Rabi.

Religiões disputaram o domínio do Evangelho, mas enganadamente, porquanto ele a ninguém pertence.  É de todos nós, que o compreenderemos e vivenciaremos consoante o nosso amadurecimento individual.  É como a luz, cuja intensidade aumenta para nós na medida em que dela nos aproximamos.

O Espiritismo não nasceu de nenhum cisma religioso, mas da análise dos fatos que apontavam para a existência de um mundo espiritual intimamente ligado com o mundo físico, ambos submetidos à mesma Lei Natural.  Não veio para disputar adeptos e nem para os que estão satisfeitos com suas crenças, mas, sem coações de qualquer espécie, apresenta aos insatisfeitos, incrédulos e materialistas uma outra maneira de encarar a vida.

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, preocupou-se em adotar a moral cristã, pois sem esta o pensamento científico e filosófico é instrumento de destruição e não de progresso.

As matérias contidas nos Evangelhos estão divididas em cinco partes:
  1. Os atos comuns da vida do Cristo.
  2. Os milagres.
  3. As profecias.
  4. As palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja.
  5. O ensino moral.
As quatro primeiras sempre foram motivos de discórdias, mas o ensino moral permanece sem grandes ataques.  Nenhuma religião cristã duvida que tenha Jesus nos falado das bem-aventuranças, poema de consolação aos aflitos e desesperados; pregado o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo; recomendado o perdão das ofensas setenta vezes sete vezes; alertado que para o ingresso nas regiões sublimes é necessário ter puro o coração; fazer o bem sem ostentação e desinteressadamente.

O Espiritismo dá às palavras de Jesus, que costumava falar às pessoas por parábolas, a explicação que mais lhe parece consentânea com o todo evangélico, atendo-se mais ao espírito, que vivifica, do que à palavra, que mata, procurando torná-lo compreensivo ao nosso entendimento.

O Evangelho do Cristo, para nós espíritas, deve ser mais que uma fórmula a ser recitada e repetida, mas uma regra de conduta a orientar o relacionamento das criaturas para o Bem, o caminho infalível para a felicidade.

Autor:  Donizete Pinheiro
Livro:  Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo:  08  – São Paulo – 1997

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