sábado, 1 de junho de 2013

Mortes Coletivas

Como o Espiritismo explica as mortes coletivas, em acidentes, epidemias ou em grandes catástrofes?

Quanto mais nos aprofundarmos no estudo das leis divinas, mais vamos entendendo a perfeição de Deus. Nada acontece sem que o Supremo Criador permita e sem que tenha uma utilidade ao nosso aprendizado, ainda que isso aparentemente seja um mal.

A morte tem um significado especial para a nossa alma, uma vez que é por ela que deixamos a vida na Terra e retornamos à Espiritualidade, que é o nosso mundo de origem. As circunstâncias da morte igualmente são aproveitadas em nosso favor, principalmente quando ocorre de forma violenta ou acompanhada de sofrimento.

A dor sempre foi um instrumento de rápida evolução, porquanto demonstra o quanto somos frágeis e carentes de amparo dos semelhantes, despertando em nós a humildade, a gratidão e os sentimentos de fraternidade e solidariedade. É, pois, um sinal de nossa inferioridade.

A melhor maneira de compreendermos o engano de nossas condutas é sofremos na pele o mal que infringimos ao próximo. O ensinamento fica marcado mais profundamente e não tornaremos a repetir o erro. Por isso, enquanto ainda criaturas renitentes no mal, somos compelidos a experimentar a lição dos contrários, passando por situações similares àquelas que provocamos contra alguém, dessa forma aprendendo a agir sempre para o Bem.

Assim, nesta ou em outras vidas, o rico usurário e déspota se sujeitará à miséria e à humilhação, para que possa reconhecer a fragilidade dos bens materiais e dos poderes humanos, e passe a usar desses recursos com equilíbrio e em favor da coletividade; a pessoa ríspida e intratável amargará o abandono, assim descobrindo a necessidade de respeito e amabilidade para com o próximo; aquele que maltratou o próprio corpo ou de outrem, será debilitado ou deformado, para que valorize a vida e a saúde como dádivas para o nosso aperfeiçoamento.

O mesmo se dá no capítulo das mortes coletivas. Por um mecanismo da Lei de Justiça, cuja intimidade ainda não se compreende perfeitamente, determinadas pessoas necessitadas de passar por igual experiência dolorosa reúnem-se num mesmo local, no mesmo horário, e, então, juntas, envolvem-se em triste acontecimento, perdendo a vida ou somente ficando feridas ou mutiladas.

Sofrem ali, certamente, as consequências dos delitos que perpetraram contra a vida ou saúde do próximo em outras encarnações, num mesmo episódio ou em vários. No início do século, no Rio de Janeiro, em circo pegou fogo e diversas pessoas morreram queimadas. Posteriormente, a Espiritualidade informou que as vítimas do incêndio viveram no passado em Roma e tinham participado da perseguição aos primeiros cristãos, levando muitos à fogueira.

Interessante observar como certas pessoas são afastadas dos locais dos acidentes, por um ou outro motivo banal, como aquela que fica presa no trânsito e perde o avião, que vem a sofrer uma queda. Nessas hipóteses, via de regra, o anjo da guarda da pessoa interferiu provocando o incidente salvador. Quase sempre, quem se livra da morte acaba valorizando mais a vida.

De qualquer maneira, tanto faz morrermos sozinho ou acompanhados. O importante é nos prepararmos para uma “boa morte”, que significa chegarmos do outro lado com a consciência tranqüila, com a mala cheia de boas obras e com muitos amigos.

Autor: Donizete Pinheiro

Livro: Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo: 46 - São Paulo – 1997

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