quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Responsabilidade do Jovem no Meio Ambiente

Quando falamos de meio ambiente, imediatamente nos vem à tona a ideia de reciclagem dos recursos naturais, no maior nível possível. Porém costumamos ignorar que o conceito da reciclagem pode ser aplicado também às pessoas. Antes de reciclarmos materiais, devemos reciclar mentalidades, pensamentos, posturas, visões de mundo. E não há ninguém melhor do que o jovem para idealizar e praticar esse conceito, uma vez que ele, naturalmente, carrega consigo a semente da renovação, do questionamento, da rebeldia. E se a mesma puder ser canalizada para a construção de um meio ambiente e de um planeta melhor, ótimo!

Neste sentido, como conseguir conscientizar os jovens da sua importância e da sua responsabilidade na preservação ambiental? A medida passa, necessariamente, pela educação. Refiro-me não apenas à educação passada pela escola, mas também àquela passada pela família. Para chegar ao coração e às mentes da juventude, o meio ambiente precisa ser um valor incorporado pelos familiares, especialmente os pais. Sabemos que a melhor forma de educar vem do exemplo, e pais que dão o exemplo, em se tratando de conscientização ambiental, fazem a sua parte enquanto bons educadores, mostrando na prática o melhor caminho a ser seguido pelos filhos. Atitudes como levá-los desde cedo para regar as plantas do quintal ou da varanda, ou plantar árvores nas redondezas, podem ser fundamentais para mostrar a uma criança que proteger a natureza é algo “legal”, “bacana”, fornecendo-lhe um argumento importante para que ela siga esse caminho quando jovem e adulta, tirando o peso de uma certa “obrigatoriedade” que todos temos em relação a adotar o tema.

É importante ressaltar que esse caráter de “obrigatoriedade” é ruim em se tratando de educação ambiental. Isso porque nada que é feito obrigado é feito com amor. A sociedade, e aí se incluem os jovens, precisa preservar e explorar de forma sustentável o meio ambiente por vontade própria, e não como algo imposto à força. O problema é que o planeta encontra-se num grau de degradação ambiental tamanho que, independentemente da vontade, a necessidade está obrigando a população a se conscientizar. A ciência tem sido bastante clara ao dizer que, ou partimos para um esforço de preservação e exploração sustentável dos recursos naturais agora, ou nosso futuro na Terra estará seriamente comprometido e mesmo inviabilizado.

Vale lembrar que a Doutrina Espírita tem uma contribuição relevante a dar na conscientização ambiental. Afinal, somos espíritos imortais, responsáveis por todos os atos cometidos ao longo de nossas reencarnações. Assim sendo, aqueles que hoje se esforçam por conscientizar a sociedade sobre a importância de cuidar do meio ambiente podem muito bem ter sido os destruidores do passado, e assim por diante. Viva a evolução espiritual da humanidade! Até a próxima!

Autor (a):Marcos Leite

Revista Cultura Espírita – ICEB (Instituto de Cultura Espírita do Brasil) – Ano IV – Edição nº 39 – Página: 17 - Rio de Janeiro – Junho/2012.

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