domingo, 28 de julho de 2013

Solidão

 

Se não houver uma compreensão verdadeira acerca do envelhecimento humano, o idoso se deixará conduzir pelo desânimo e abatimento, refugiando-se na cela escura da solidão.

É certo que, com a idade avançada, cresça a necessidade da reflexão em torno da vida. Muito natural, portanto, que o idoso, algumas vezes, busque o refúgio silencioso da meditação, interessando-se por um recanto tranquilo e sereno.

A prece, o diálogo interior lhe darão sempre uma visão mais ampla acerca da vida e dos acontecimentos cotidianos.

Entretanto, se alguns minutos diários de interiorização representam auxílio para o próprio crescimento e entendimento da vida, a reclusão, que conduz ao abandono e à solidão, é sempre prejudicial.

Quase sempre, o idoso se deixa envolver pelas sombras da solidão, explicando que os seus amores, seus amigos e companheiros partiram através da morte e que, no final da existência, está só.

É compreensível que ele sinta a falta das pessoas com as quais desfrutava a companhia, porém, a vida não o impede de fazer novas amizades.

O homem não pode viver só: a Lei de Deus impõe-lhe como necessidade a vida em sociedade.

Quantos idosos não se deixam levar pela nostalgia, entregam-se a melancolia e, embora cercados por familiares, vivem em completa solidão?!...

Com tanta gente necessitando de afeto e amizade no mundo, concluímos que o indivíduo em solidão fez uma escolha infeliz.

Porque solidão é antes de tudo uma opção infeliz. Quem vive só, quase sempre escolheu assim viver.

O idoso consciente não se permitirá essa conduta.

Buscará sempre a companhia dos familiares, dos vizinhos, trabalhando sempre na manutenção dos laços afetivos e na aquisição de novas amizades.

Na obra da criação, tudo é harmonia e solidariedade: as aves voam em bandos, cruzando o céu; os peixes agrupam-se em cardumes no fundo das águas; as flores entrelaçam-se no campo, compondo um painel de cores; os animais vivem em grupos de acordo com as espécies; e as estrelas formam um colar de jóias preciosas, brilhando no firmamento.

Por que o homem haverá de viver só?!...

À sua volta, a natureza é lição viva de solidariedade a dizer-lhe: “Abre os braços para o abraço da fraternidade, estende a tua mão para tocar outras mãos e sê feliz!...”

Pelo Espírito: Antônio Carlos Tonini

Psicografado por: Luís Antônio Ferraz

Livro: No Entardecer da Existência –Editora DIDIER

(Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”) – 2ª Edição – Agosto/2004 – Páginas: 52 a 54 - Votuporanga – São Paulo / 1995.

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