segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Morte

A morte é Lei Divina, mecanismo natural e necessário para o progresso dos seres. E portanto não deve ser interpretada como fim e destruição.

Lembremo-nos da verdade científica que diz: - “Em a natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. A morte é a divina executora da transformação necessária.

A flor, depois de embelezar a paisagem, morre e seca. Entretanto a semente varrida pelo vento alcança a terra e a flor perpetua-se em vida nova.

A lagarta, que rasteja na terra, encerra-se no casulo para, depois, ressurgir em luminescente borboleta.

De igual maneira o homem na Terra.

A morte o conduz ao túmulo, porém ali jaz somente a vestimenta física: seu espírito imortal eleva-se a novos planos da vida.

Depois da morte – a continuidade da vida!

A realidade espiritual é patente: cerram-se os olhos do corpo para abrirem-se os olhos do espírito.

Morte é vida!

A vida prossegue em outras dimensões, o aprendizado continua, novos planos, novas realizações, amplia-se o conhecimento, a visão se faz mais nítida, dilata-se a compreensão, abarcando-se a grandeza das Leis Divinas.

Reconhecendo os inúmeros degraus da escala do aperfeiçoamento humano, movido pelo impulso de crescer, ascender, o ser retorna à vida material, toma outro corpo, recomeça nova experiência.

E nesse nascer, morrer e renascer o homem se aprimora e se eleva para o Criador.

Paulo de Tarso, o inesquecível apóstolo dos gentios, anunciou: - “Ó morte, onde está o teu aguilhão?...”

E nós repetimos-lhe a indagação: Ó morte, onde o fim, onde o extermínio?... Só há vida e, conforme ensinou Jesus, vida em abundância, vida pulsante, vida plena.

Idoso, você que alcançou a senectude, agradeça a bênção da vida. Não creia que a morte seja o fim. Louve a Deus a bênção de viver, passe as mãos suavemente pela face em rugas e agradeça o corpo que lhe permitiu a existência na Terra. A velhice é a colheita bendita do plantio da existência.

Idoso, você que chegou no entardecer da existência, não tema as sombras da morte que se aproximam. Olhe para o céu, contempla com admiração o ocaso da vida.

Na Terra, quando o Sol se despede, escondendo-se atrás da linha do horizonte, quando chega o entardecer e a noite se anuncia, logo despontam as estrelas do sol poente, como a anunciarem que a Bondade do Criador sempre acende estrelas na noite escura.

Idoso, você que está no entardecer da existência, assemelhe-se a essas estrelas e, louvando a vida, atenda o apelo do Divino Mestre, fazendo brilhar a sua luz.

Pelo Espírito: Antônio Carlos Tonini

Psicografado por: Luís Antônio Ferraz

Livro: No Entardecer da Existência –Editora DIDIER

(Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”) – 2ª Edição – Agosto/2004 – Páginas: 119 a 121 - Votuporanga – São Paulo / 1995.

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