segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Oração

Na questão 659 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, os Benfeitores Espirituais explicam que a prece é antes de tudo um ato de adoração. Orar é pensar em Deus, aproximar-se d’Ele, pôr-se em comunicação com Ele.

Esclarecem ainda que através da prece podemos: pedir, agradecer e louvar.

Refletindo nestas máximas, concluímos que necessitamos:

Saber pedir.

Agradecer sempre.

Louvar dignificando.

É preciso saber pedir, para que não venhamos a fazer solicitações indevidas e infantis. Geralmente, o homem pede a Deus facilidades e benefícios materiais, quando deveria rogar entendimento e perseverança para conquistá-los.

O agradecimento sincero nasce do reconhecimento das magnânimas leis do Criador e suas aplicações.

O fato de viver já é motivo suficiente para agradecer a Deus.

Mais que reconhecer as Leis da criação, devemos enaltecê-las, louvando o Criador.

Orar é alimentar-se, abastecendo-se dos eflúvios salutares propiciadores da paz e do equilíbrio.

Em qualquer fase da existência física, orar é beneficiar-se com as bênçãos celestes.

O idoso, por sua vez, deve fazer da oração um hábito salutar. Tal procedimento lhe trará inúmeros benefícios.

Se esforçará, todavia, no sentido de pedir menos e agradecer mais, louvando o Criador.

Não solicitará a extinção dos problemas, mas sim compreensão e coragem para transformá-los em experiências valiosas. Porém agradecerá constantemente à Providência Divina, reconhecendo que há muito que agradecer.

A bênção da vida...

O corpo físico, que lhe serve de instrumento valioso no aprendizado da existência.

A alegria do lar...

Os familiares queridos...

A amizade de muitos companheiros...

As experiências colhidas...

Os anos vividos...

Indispensável também, louvar a Deus com atividades.

Em a natureza tudo louva e bendiz as Leis do Criador.

O Sol brilha incansável.

A chuva abençoa e fecunda.

A árvore serve generosamente.

A flor embeleza e perfuma a paisagem.

Os pássaros cantam alegremente.

Assim, não creia ser a senectude o fim, vivendo como quem espera a morte chegar.

Antes, louve a Deus, vivendo a vida intensamente em notas de paz, alegria e esperança.

Pelo Espírito: Antônio Carlos Tonini

Psicografado por: Luís Antônio Ferraz

Livro: No Entardecer da Existência –Editora DIDIER

(Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”) – 2ª Edição – Agosto/2004 – Páginas: 99 a 101 - Votuporanga – São Paulo / 1995.

Nenhum comentário: