segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Preocupação com a Morte

O homem prepara-se para enfrentar todas as situações que possam ser previsíveis.

Ante a chuva que se anuncia iminente, vale-se da capa: frente ao inverno rigoroso, protege-se com o agasalho; para uma viagem qualquer, organiza alguns pertences, acomodando-os na mala; para esta ou aquela exigência imprevista, resguarda-se nas economias reservadas para este fim.

Entretanto, se ele se prepara para enfrentar as mais variadas dificuldades previsíveis, não medita na morte e, no entanto, a morte vem a ser a única fatalidade da vida.

Indispensável, pois, que o homem consciente da imortalidade da alma se prepare para a grande viagem, para a travessia à outra dimensão da vida.

O primeiro passo para este mister é a compreensão do fenômeno da morte. Ninguém pode preparar-se para a desencarnação, acreditando estar rumando para o próprio aniquilamento.

E, para que se tenha a devida compreensão e entendimento acerca da morte, basta-lhe o uso da razão, respondendo com lógica e franqueza: Deus criaria seus filhos para o aprendizado e a experiência da vida e depois, os relegaria ao extermínio?...

O homem tem inscrita na consciência as leis de Deus e na própria intimidade ele guarda a certeza de que a vida continua após o decesso carnal.

O idoso deve estar consciente e preparado para a mudança de plano que a desencarnação exige.

Imprescindível busque meditar nessa realidade, educando-se mental e emocionalmente para tal.

Não lastime os entes queridos, dos quais deverá separar-se momentaneamente. Antes, alegre-se na expectativa do abençoado reencontro com os que o antecederam a grande viagem.

Não permaneça apegado aos bens materiais, reconhecendo-lhes a transitoriedade. Volte os olhos para os valores da alma.

Viva de tal modo que, requisitado para a transferência de plano, a morte não o surpreenda, causando-lhe profundos transtornos emocionais.

Entretanto preparar-se para a morte não é negar-se a viver, entregar-se ao desalento, esperando o momento azado.

Educar-se para a morte é ter consciência da necessidade e naturalidade desse fenômeno. É sobretudo saber viver, aproveitando cada minuto na conquista dos valores imortais.

Pelo Espírito: Antônio Carlos Tonini

Psicografado por: Luís Antônio Ferraz

Livro: No Entardecer da Existência –Editora DIDIER

(Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”) – 2ª Edição – Agosto/2004 – Páginas: 115 a 117 - Votuporanga – São Paulo / 1995.

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